Quarta-feira, 11 de Maio de 2011

O tempo de Verão desperta uma série de emoções que conduzem ao desequilíbrio equilibrado da adolescência (da qual não me desenlaço). O desafio do risco. O descomprometer vagarosamente. Avançar sem destino. Partir, vaguear. Entrar em confidência com a brisa morna. Brotar do recanto do Inverno. Deixar-se ir. Deixar ir. Ainda estou à procura da palavra – a música pode exprimi-lo tão bem! Bastam três acordes de guitarra. Ou o som do piano que transpõe a janela de uma casa vazia. Para quem passa e abandona o olhar até ao 2º andar. A cidade tem destas coisas. Na cidade reverdece a natureza. Humana.

11/05/2011

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