Lumiar
Sob o ferro do viaduto imenso
Cimento armado
Carros sonoros
Fumos cinzentos
Estridente impaciência.
Cresceram prédios
onde trezentas famílias se ignoram
cuspidas matinalmente ao alcatrão nocturno,
em massa.
Sob o viaduto imenso
Surge de repente
Iluminado
Um velho muro de quinta centenária
Onde uma jovem hera
Reverdece amena
Lembrando o lugar de recreio
Que ali houvera.
27/09/07, Raquel
« - Bem sei que podem perseguir-me, arrancar-me os olhos, torcer-me as orelhas, transformar-me em lagarto, em morcego, em aranha, em lacrau! Mas juro que não hei-de ser infeliz PORQUE NÃO QUERO.» [Aventuras de João Sem Medo - Panfleto Mágico em forma de Romance, José Gomes Ferreira] «Fica a saber claramente:não trocaria a minha desgraça pela tua servidão.» [Fala de Prometeu, em Prometeu Agrilhoado, Ésquilo]
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quarta-feira, 21 de maio de 2008
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