
« - Bem sei que podem perseguir-me, arrancar-me os olhos, torcer-me as orelhas, transformar-me em lagarto, em morcego, em aranha, em lacrau! Mas juro que não hei-de ser infeliz PORQUE NÃO QUERO.» [Aventuras de João Sem Medo - Panfleto Mágico em forma de Romance, José Gomes Ferreira] «Fica a saber claramente:não trocaria a minha desgraça pela tua servidão.» [Fala de Prometeu, em Prometeu Agrilhoado, Ésquilo]
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
Festival Central Comics do Porto - All-Girlz
Autoras do projecto All-Girlz patente na mostra de antevisão a All-Girlz Galore constam novamente uma dezena de extraordinárias autoras: Ana Biscaia, ilustradora de currículo internacional com percurso nas artes plásticas, frequente colaboradora na revista Umbigo; Cláudia Dias, ilustradora e designer gráfica profissional; Elina Dias, ilustradora e autora de BD; Joana Sobrinho, ilustradora e designer gráfica, e autora de tiras humorísticas na revista CQ; Marta Monteiro, ilustradora profissional e docente de Artes; Kati Zambito, actriz/cantora e artista plástica Austríaca, também tradutora de álbuns BD; Sara Franco, ilustradora profissional representada pela agência WHO e autora de BD; Sónia Oliveira, arquitecta de profissão mas ilustradora de livros vários e autora de BD; e Raquel Coelho, escritora de BD e poetiza.
Saber mais: http://www.centralcomics.com/index.php?option=com_content&task=view&id=226&Itemid=1
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25 de Julho de 2008,
Escrito por Central Comics
sábado, 12 de julho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Chelas
Amanhece em cinza
O dia.
Brisa marinha?
Não, são as gaivotas
Em ronda
pelos restos espalhados da feira do outro dia.
Feira do Relógio
Áspera agonia da cidade.
Os prédios rasgados em blocos
Perfuram em quadrados o céu triste
Levam o olhar à sujidade do largo
Tão inóspito
Nem sequer é um largo
É mancha de alcatrão e pó
Sem passeios nem rumo
Que acolham os transeuntes...
Ali ninguém passa nem passeia
- ou ficam ou fogem ou morrem...
Não se vive.
As ruas levam a “Zonas”.
Todos os bairros se distinguem por uma letra do alfabeto.
Todos iguais até Marvila
Excepto a Zona Jota.
Ali
Naquele largo que não é largo
Lugar disforme onde a feira grita
Voam sacos, papeis
E as gaivotas suaves em torno de restos de comida.
O olhar escapa
E ao longe
- que belo teria sido!
Como numa pintura bolorenta
Onde ainda brilha um canto de cor
Espreita o rio
E o sol que o ilumina,
A Outra Banda e a Serra
Já quase em despedida...
Os blocos de betão
Onde o negrume disforme da estrada leva
E o tal largo...
Traineira ao largo à guarda das gaivotas
Que nas segundas feiras ali gritam.
O dia.
Brisa marinha?
Não, são as gaivotas
Em ronda
pelos restos espalhados da feira do outro dia.
Feira do Relógio
Áspera agonia da cidade.
Os prédios rasgados em blocos
Perfuram em quadrados o céu triste
Levam o olhar à sujidade do largo
Tão inóspito
Nem sequer é um largo
É mancha de alcatrão e pó
Sem passeios nem rumo
Que acolham os transeuntes...
Ali ninguém passa nem passeia
- ou ficam ou fogem ou morrem...
Não se vive.
As ruas levam a “Zonas”.
Todos os bairros se distinguem por uma letra do alfabeto.
Todos iguais até Marvila
Excepto a Zona Jota.
Ali
Naquele largo que não é largo
Lugar disforme onde a feira grita
Voam sacos, papeis
E as gaivotas suaves em torno de restos de comida.
O olhar escapa
E ao longe
- que belo teria sido!
Como numa pintura bolorenta
Onde ainda brilha um canto de cor
Espreita o rio
E o sol que o ilumina,
A Outra Banda e a Serra
Já quase em despedida...
Os blocos de betão
Onde o negrume disforme da estrada leva
E o tal largo...
Traineira ao largo à guarda das gaivotas
Que nas segundas feiras ali gritam.
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